quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Robô...

Saber o que pensar e em quem pensar não faz mais tanto sentido. Tudo de repente se torna um emaranhado de “informações x imaginações” que faz a vida se tornar inerte... e por fim resta apenas vive-la sem ao menos questionar tais dúvidas que surgem no decorrer desta.
Ah... ser um robô como nos filmes de ficção talvez fosse mais fácil por não ter sentimentos, por não ter que se relacionar com o mais problemático dos seres viventes – o ser humano – não sentir fraquezas, não sentir pesares... Apenas seria uma máquina regida por um simples programa que alguém criou para efetuar rotinas.
Robôs... Não somos robôs, mas se pensarmos a fundo, muitas vezes agimos como tal.
As vezes não nos sensibilizamos com as coisas terríveis que ocorrem ao nosso redor, deixamos de chorar pelas perdas, deixamos de rir das pequenas coisas... Tornamos-nos frios e insensíveis e tratamos das coisas errantes como se fossem as mais naturais possíveis.
Ao menos um robô não sentiria tais reações quando sofridas... já nós – humanos – perdemos um pouco mais a cada ato cometido, mesmo que imperceptível... Nosso sistema absorve cada movimento, cada som... Sofremos, nos tornamos vulneráveis e às vezes fracos...
Não há como nos tornarmos robôs como nos filmes de ficção científica, mas nas ações destes não é tão difícil assim... A insensibilidade e frieza estão mais presente em nossas vidas a cada instante.
A questão é... Vale apena ser ou querer ser assim, um robô?
Creio que não. Nos momentos de fraqueza é o desejamos, mas não valeria apena nos tornarmos “latas” e deixarmos de viver as coisas que nosso criador nos proporcionou no momento em que nos deu o privilégio de escolhas, raciocínio e sensibilidade.
Sorrisos, brincadeiras, prazeres, sabores, momentos, conhecimento... Mesmo a dor, perdas, o sofrer.... ah são tantas coisas que não vejo a vantagem de trocá-las pela frieza de uma “lata” regida por um programa limitado, independente de qualquer circunstancia que esteja vivendo... e saber que os desejos de momentâneos não serão realizados, se torna um alívio, creio que para qualquer ser humano!!!

Ser robô: Agora um querer... Jamais um desejo eterno!

by Flavitz

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