sábado, 19 de julho de 2008

Máscaras...

No instante em que nascemos o mundo passa de desconhecido para a realidade e automaticamente para o imprevisível. Crescemos com pessoas ao nosso redor que não conhecemos por mais que tenhamos intimidade, sempre alguém seja quem for carrega um “eu” oculto e verdadeiro dentro de si, e é aí que surgem as máscaras.
Não queremos usá-las, mas em determinados momentos se tornam necessárias em situações que mesmo não precisando a usamos, fazendo com que se torne habita, vício... e em determinado momento chegamos a nos confundir de quem realmente somos. Mas como tirar a máscara? Não é nada simples.

Sem ela somos verdadeiros, palpáveis, algumas pessoas chegam a se sentirem volúveis e fracas. Não dá para ter um relacionamento usando somente máscaras, elas são surreais, fictícias e por mais belas que sejam, a verdade é que são apenas enganações de alguém que não existe.
Há aqueles que não sabem lidar com pessoas reais, posso dizer que em dados momentos ninguém sabe lidar realmente com a face verdadeira, o que nos obriga a carregar sempre uma máscara no bolso. Há também os rótulos que acompanham as pessoas, como exemplo, quando são chamadas de “malucas”, “doidinhas” pelo modo de agir e ser, e quando esta não se encontra num dia bom por algo que tenha ocorrido... há cobrança dos que estão em volta o que nos obriga ao uso da máscara por conveniência.

Andamos mascarados, ocultando a realidade de nosso viver, nossos problemas, vícios e comodismo é o que acaba se tornando, afinal é conveniente à aqueles que estão ao redor, porém é o que faz com que quem as usa afunde e empurre Ada vez ais os problemas.
As vezes ansiamos tirar a máscara, porém tão grande é o costume que se o fazemos chega a ser dolorido. Usando a máscara deixamos de sentir o calor do sol e o frescor da brisa não atinge nossa face... e ao arriscar tirá-la sentimos dor então chegamos a pensar: “quem precisa de brisa ou calor?”, esquecemo-nos muitas vezes de como era ter essas sensações e colocamos novamente a máscara.
Outra tentativa, é estranho por vezes nos sentimos perdidos, num mundo diferente... a face se encontra sensível demais por ter ficado tempos encoberta e agora os raios do sol se tornam nocivos e a brisa é como rajadas de vento que cortam o rosto, dói. Sem ela ficamos sem defesa devido ao vício que se tornou usá-las.

É, ansiamos recolocá-la é bem mais fácil e confortável apesar de ser errado e estarmos cientes disso, se tornam necessárias a nós meros pecadores pois ocultam nosso verdadeiro “eu” e assim não temos limites na maneira de usá-la. Por vezes sentimos vergonha do nosso “eu” e por isso queremos usá-la para nos ocultar perante os outros.
Na verdade máscaras não deveriam existir, mas existem e são uma opção para nós e algumas vezes conseguimos deixar a brisa nos tocar. A maioria das máscaras são fabricadas por nós mesmos para nosso prazer, conforto e comodismo no decorrer de nosso crescimento e muitas vezes por usarmos diariamente acabam se tornando acessórios como peças de vestuário. Fabricamos muitas delas para esconder nossas dores, fraquezas, decepções, sentimentos, vergonha, medo, passado...
Trocamos de máscara e o rosto verdadeiro continua encoberto, será que alguém um dia conhecerá nossa verdadeira face? Há um limite em que nós mesmos chegamos a questionar de quem realmente somos, queremos respostas e ninguém as tem então questionamos e culpamos a Deus pois Ele é dono de todas as respostas, porém por vezes não é a respostas que queremos e aceitamos. Que grande erro não?! Por vezes as respostas estão na nossa frente e não a vemos, as máscaras não deixam enxergarmos com clareza e impedem nossa completa visão da realidade e bloqueiam a verdade.

Raramente as esquecemos de usar e na maior parte do tempo estão acopladas a nós sem percebermos, afinal... vícios são assim!

Bom o negócio é tentar abandoná-las, tentar esquecê-las em casa e muitas vezes nos obrigar a não usar...confesso que a minha ainda está aqui comigo em meu unida a minha face e eu continuo na busca constante pela força de algum dia tirá-la por completo...

Será que conseguirei tirá-la independente da dor ou provação...será que algum dia conseguirei? Quem sabe!
by Flavitz

Nenhum comentário: