quarta-feira, 14 de maio de 2008

É Indecifrável...

Não me lembro quando ou onde te vi pela primeira vez. Tudo se apagou de minha memória.
Não há recordações de risos, brincadeiras, conversas, intrigas... nada.
Tenho recortes no cérebro apenas de dados que algum dia alguém soltou em palavras a mim, porém nada relevante.
O tempo passou rápido demais e ao olhar para o álbum de recordações, não há nada além de páginas em branco com alguns fragmentos irrelevantes e superficiais que por mero acaso um dia conseguimos viver.
Questionei-me por muito tempo pelas suas atitudes, tentei desvendar seus possíveis pensamentos... acho que talvez até consegui faze-lo com alguns, o que fez com que muitas das perguntas cessassem.
Não culpo ou julgo seus atos, não te odeio pelo que fez ou deixou de fazer... se ao menos entendesse meus pensamentos e sentimentos em relação a você já seria um grande passo... mas nem isso consigo decifrar.
Como posso sentir ou querer algo que nunca tive? Como me apegar a você de que nada sei a respeito, apenas sei que respira o mesmo ar que eu em algum lugar a fora!
Não tenho cobranças a fazer pra ti, alias mal teria palavras caso resolvêssemos sentar no banquinho para conversar...
Confesso que nunca deixei de imaginar como seria as nossas vidas se tudo fosse diferente no passado... talvez normal... talvez mais alegre... porém as cenas que busco não encontro, e me deparo apenas com quadros em branco de uma época que jamais ocorreu... e por mal conseguir lembrar de seu rosto.
Aqui nestas linhas, tudo não passa de vestígios de alguns pensamentos que um dia já passaram pela minha mente, mas na ação, na atitude... digo-lhe que se algum dia você pensar ou precisar de mim, creio que não me negarei a você!

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